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Viagem no tempo com o Inspector George Gently

Sábado, 03.09.16

 

Cá volto eu às séries inglesas. Novamente com um inspector da polícia. E desta vez nos anos 60.

Como criança nos anos 60, assimilei apenas o lado bom dessa década, a música e a roupa. A alegria e a frescura de todos os inícios, é o que me lembram os coloridos anos 60.

O inspector George Gently vem-nos lembrar o lado sombrio dessa década. A situação das mulheres, por exemplo, a vulnerabilidade das crianças, a violência juvenil, as drogas, a desconfiança entre comunidades, o racismo. 

 

Gently, tal como o seu nome, é uma personagem amável e compassiva com os agredidos e corajoso e implacável com os agressores. É um homem exigente consigo próprio e com os outros, um homem de valores que procura transmitir ao seu aprendiz, o irreverente John Bacchus. Será através do boxe que pratica desde o tempo de jovem soldado, que demonstra ao jovem o respeito por si próprio e pelos outros, mesmo os adversários. A resposta à provocação de que, com a sua idade, se deveria dedicar à pesca, será pô-lo, gentilmente, K.O.

 

A personagem Gently surge-nos com um modelo de adulto responsável, que conheceu o sofrimento na guerra e na vida pessoal com a morte da mulher, mas que não desarma. Tem um propósito que abraça de forma tranquila, sem dramatismo. É com essa gentileza que lida com o lado B da vida.

 

Mas a série não me impressiona apenas pelas personagens e pelo guião. O cenário e os adereços estão perfeitos. A atmosfera da época. E a música é fabulosa. 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 16:05

A música e a vida: o melhor de nós

Quarta-feira, 01.05.13

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 19:05

Balanço do ano que passou e anúncio do ano que se inicia

Sexta-feira, 28.12.12

 

O fim de mais um ano é sempre uma época para fazer balanços: o que fizemos e o que ficou por fazer, o que poderíamos ter feito melhor, o que aprendemos com as experiências que vivemos e com as interacções humanas. 

É também a oportunidade para rever o filme do ano: as partes boas e as partes más, e ter a coragem de não saltar as más, de não as apagar da memória. Muito do que aprendemos surge com experiências que podemos considerar, numa primeira análise, como uma experiência para esquecer. Aconselho vivamente, pelo contrário,  a mantê-la na memória até aprender com a experiência.

 

Este ano trouxe-me de tudo um pouco: desafio aos neurónios, a sua melhor parte aliás, mas também carinho partilhado, amizades, risos, sonhos.

E aprendi imensa coisa: que as aparências iludem completamente, que as lideranças em cargos de topo em instituições, países, organizações europeias e internacionais, não estão à altura da sua enorme responsabilidade.

Também aprendi que ninguém nos diz a verdade sobre o que nos espera no ano que vem nem nos anos mais próximos, e que nos estão a arrastar para um cenário de baixos salários, exclusão da vida activa, emigração, ausência de qualidade de vida e baixas expectativas para uma maioria da população.

Aprendi ainda que os gestores políticos não têm de prestar contas pela alteração do seu programa, pela alteração das regras do jogo, pela ficção e pela propaganda com que iludem os cidadãos. Também os gestores financeiros nada têm a propor para melhorar o cenário, porque de nada podem ser responsabilizados. Só têm de esperar que, custe o que custar, os cidadãos aguentem a crise.

Digamos que foi um ano muito instrutivo.

 

Ainda dizem que o mundo não acabou... O mundo, tal como o conhecemos, a maioria de nós, acabou mesmo.

O mundo agora é dos que vivem noutra dimensão, onde não há consciência nem responsabilidade, onde não há qualquer contacto incómodo com a realidade, a pobreza, a fome, que chatice, isso é para pensar duas ou três vezes por ano, a generosidade dos portugueses...

O mundo agora é dos que decidem pelos demais, pela população de um país, de países, de um continente, qual o seu salário, qual o seu nível de vida, quais as expectativas a que têm direito, e por aí adiante.

O mundo que agora se impõe é o da cultura corporativa baseada no poder financeiro que domina o poder político, e a que têm de se subordinar a economia e a vida concreta dos cidadãos. E ainda nos falam de democracia cá e na Europa. Esse mundo ficou no papel, porque já nada se assemelha a uma democracia nem à tal comunidade coesa e solidária que se quis construir.

 

Para desejar a todos o início de um novo ano com a vitalidade e a coragem necessárias para enfrentar estes desafios, aqui vai uma perspectiva criativa da empatia, a base das interacções humanas equilibradas e saudáveis:

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 19:13

...

Terça-feira, 29.07.08

 

Pudemos construir e reconstruir

mas preferimos deixar tudo em ruínas

por alguma razão oculta

 

Um verão interminável

que prolongámos até onde pudemos

mesmo na maior mentira

 

Um amor antigo

agora morto como todas as coisas

que não tiveram existência propriamente dita

 

Os sonhos perdidos

primeiro porque não acreditámos neles

 

Depois porque se acreditássemos

teríamos de partir e abandonar tudo

 

E para isso não tivemos coragem




 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 17:55








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